25 de julho | Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela
A data instituída para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha foi definida em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, na República Dominicana, e reconhecida no Brasil pela Lei nº 12.987/2014 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
A data internacional busca dar visibilidade e fortalecer os desafios em torno do racismo e sexismo articulados, dentre outras formas de violência estrutural, o que conhecemos atualmente como interseccionalidade. A homenageada no Brasil é Tereza de Benguela, líder do Quilombo do Piolho ou Quilombo do Quariterê no Mato Grosso, tendo liderado mais de 100 pessoas negras e indígenas por duas décadas.
Na UFSC, a Resolução Normativa nº 175/2022/CUn estabelece diretrizes para a política de ações afirmativas, contemplando a equidade de gênero e raça e reconhecendo a importância de garantir condições de permanência, visibilidade e valorização das mulheres negras, indígenas e latino-americanas no espaço universitário.
Neste 25 de julho, reafirmamos nosso compromisso institucional com a promoção da justiça social, do enfrentamento ao racismo e ao sexismo, e da construção de uma universidade pública inclusiva. Aproveitamos para sugerir duas leituras clássicas importantes que articulam relações de gênero e feminismo com o antirracismo:
Por um feminismo afro-latino-americano, de Lélia Gonzalez (1988)
Enegrecer o feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero, de Sueli Carneiro (2003)
Fontes:
Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indígenas


